Reticências

Fecho meus olhos e espero. Serei paciente prometo.

terça-feira, 22 de junho de 2010

Devaneando

Se vais pra longe de mim a cada dia mais longe, uma imagem que agarro tenta se apagar em meu peito. Dói profundamente a minha fraca memória. Queria poder guardar em mim o seu cheiro, o seu toque, o seu rosto. Mas tudo que guardo são ecos fracos do que foi o nosso momento. Só me restam berros dos meus sentimentos.
Minha razão se apaga, minha consciência desmaia e meu corpo grita. Sentimentos confusos se espalham e sensações estranhas me dominam. Onde estará você que não me acalma, que não me acalenta?
Devaneios invadem-me e tentam me preencher. Entrego-me nos braços da Ilusão, do Delírio. Sonhar é sempre bom, mas criar novas realidades é melhor ainda. A conveniência nos faz reis de nós mesmos, ou não.
Mas a razão volta e logo desfaz o engano. Tu vais a voltar, o histerismo que tenta me levar de ti vai embora.
Aqui estou, fria e inerte. Agora só seus braços e abraços vão me trazer de volta do meu devaneio sem fim.

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