Reticências

Fecho meus olhos e espero. Serei paciente prometo.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Dia

Quer saber de uma coisa? Hoje é o nosso dia. Um dia só nosso. Pra mim tudo é lindo e belo nem que seja só por um segundo. Não há mais medo, não há mais tristeza, não há mais solidão. Tudo é festa e alegria, em mim.
Hoje, tudo é secundário. Hoje, o tempo me abençoou. O tempo pesa. Em pensar que ele passa voando, passa devagar, mas a consciência de sua passagem é como um troféu para mim. Sim todo o meu tempo foi muito bem empregado, muito bem vivido obrigada. Mas o prêmio não é só meu. O prêmio é nosso e esse nosso faz cócegas em minha língua, é engraçado, é gostoso de dizer.
O que cabe a mim desse prêmio vai ser muito bem guardado num espaço somente meu, onde ninguém sabe chegar e nem o eu que possui esse espaço sabe precisar dimensões. Mas dentro dele, uma coisa eu sei: está repleto de paz. Serenamente digo, afirmo e repito se preciso for que eu te amo e você é o motivo e inspiração de tudo de bom que eu faça.
Hoje sou só contemplação... Quero olhar em mim o que sou e fui, mas nada quero mudar, porque o que sou agora é o que quero ser pra sempre e o que sinto quero eternizar. Quero ouvir sua voz, quero ouvir sussurros de amor, quero abandonar qualquer possibilidade de dor, quero viver e ser somente o nosso amor.
Mas eu desisto! Estou sinceramente odiando esse texto, porque ele não diz nada do que eu quero dizer! Tudo ele consegue ser é bobo de tanta melosidade.
Mas tanto faz. Hoje, não sou escritora. Não tenho palavras nem pensamentos para unir em bons textos. Não tenho o dom de trazer toda a beleza do que estou a sentir para o exterior. Também que todos saibam com todas as letras que hoje eu não sei me expressar, só sei ser melosa e boba tal qual a criança imatura que sou.

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