Era só a manhã. Era só o brilho do sol. Era uma vez, estrelas numa noite de luar. Era um sonho acordado de amor.
Nesse momento de contemplação apaixonada, a compreensão da esfera maior. Pensamentos a mil, raciocínio trabalhando. Deitada naquela relva úmida o tempo passava sobre si. O cenário não importava. Ela tinha olhos que não viam.
Mente que viajava e não nos cabia compreender. Viagem da máquina humana. Defeituosamente sublime. Arte, ciência, amor. De tudo envolvido, só resultava numa alternância de conhecimento global e estupidez generalizada. Ela era um caos. Ela amava.
E sobre si o tempo passava, materializava-se com as mudanças no ambiente. E ela, como sempre, pensava em mil conspirações, mil possibilidades improváveis, enrolava-se no manto da insegurança e fechava os olhos para as percepções ao redor de si.
E isso perdurou indefinidamente. Indefinida tal qual ela sempre foi. Camaleônica tal qual sempre julgou ser o melhor a ser.
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