Reticências

Fecho meus olhos e espero. Serei paciente prometo.

segunda-feira, 27 de setembro de 2010

Suspiro


Em meio ao vazio de palavras, em meio a falta de inspiração. Repleta de pausas, repleta de espaços ocos nos buracos do coração. Parava pra observar sua vida, mas não sabia aonde parar. Parada estava, só lhe restava suspirar.
Do cansaço intenso da espera por acontecimentos, se perdeu no mar do tempo. Perdida estava, perdida suspirava. Num suspiro sem fim, num universo paralelo. Inatingível. Inabalável.
Ela esperava apenas alguém para lhe dar a mão. Um certo alguém veio, mas não era quem esperava. Decidiu aguardar mais. Estava convicta que ele viria.
O Ele, era especial, ao menos na sua tola cabecinha. Ajudara-o muitas vezes, dedicara sua alma em servidão quando necessário. Ele sempre sorria um sorriso torto e para ela piscava os olhos. Ela acreditava sem questionamentos no quanto era especial para ele.
Dias e dias se passaram, mas ela nem sequer notou. No seu alvo mundo do nada, o tempo também nada era. Nada como mais um suspiro.
Outra pessoa se esgueirou pela cerca de suas propriedades emocionais e ela recusou ajuda. Ele, seu príncipe, é claro, seria o primeiro a cruzar os limites de si.
Ele não veio e o tempo passou. Ninguém mais a procurou. Ela não viu que a ajuda vem de quem menos se espera e que o preço da bondade é a ingratidão.
(suspiro)

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